Imóvel na planta: 10 cuidados antes de fechar negócio

Imóvel na planta: 10 cuidados antes de fechar negócioAtualmente, a opção de adquirir um imóvel na planta tem sido bastante escolhida. Porém, o que algumas pessoas não sabem é que se algumas precauções não forem tomadas, esse negócio, repleto de vantagens, pode virar um problema de longo prazo. Para que isso não aconteça, “fisgamos” 10 cuidados que os futuros moradores devem analisar, antes de fechar negócio.

Antes das dicas os interessados em comprar um imóvel na planta precisam saber que esse tipo de compra só será vantajoso para quem tem condições de esperar até o final das obras e que as prestações serão reajustadas de acordo com a variação do Índice Nacional de Construção Civil (INCC).

Vale lembrar que, embora a compra do imóvel na planta economize cerca de 20% a 30%, esse tipo de negócio também oferece alguns riscos: promessas não cumpridas, atrasos na entrega das chaves, entre outros problemas.

Portanto, para que nada dê errado confira as dicas abaixo:

1 – Defina os critérios: antes de chegar aos estandes das construtoras imobiliárias, analise bem sobre as suas necessidades e a sua realidade financeira, dessa forma você evitará agir por impulso e por fim realizar um mau negócio.

A pessoa deve se perguntar qual é o tamanho da prestação que cabe no bolso e qual é a necessidade da família. Quando isso estiver claro, você está pronto para procurar o imóvel adequado para seu perfil, conclui João Crestana, presidente do Secovi-SP, o sindicato da habitação.

2 –  Pesquise sobre a construtora: após selecionar os imóveis que mais lhe agradaram, pesquise sobre o passado da construtora. Através do site do PROCON é possível obter informações, caso a empreendedora tenha falhado com algum cliente. Para evitar maiores problemas, feche negócio com empresas com boa reputação.

3 – Atenção nos documentos: solicite uma cópia do memorial de incorporação da obra, isso evitará que você caia em possíveis golpes. Caso hesitem em dar, não continue a conversa, pois de acordo com a lei, antes de dar início a qualquer negociação imobiliária, as empresas devem registrar no cartório de imóveis um conjunto de quinze documentos, inclusive o memorial. Apenas nesse documento é possível ver a dimensão exata do imóvel que está sendo adquirido.

É crime levantar um empreendimento sem estes documentos, afirma João Crestana, do Secovi.

No memorial, tudo é descrito de maneira bem minuciosa. É preciso prestar muita atenção nesses itens, afirma Patrcia Ferraz, presidente da (Anoreg-SP).

4 – Visite a obra pessoalmente: é muito comum as pessoas comprarem um imóvel na planta e depois esquecê-lo, ou seja, não fazer visitas a obra, o que é um erro grave. Embora os estandes apresentem belas maquetes, na prática o belo pode se transformar em algo inesperado. Banque o detetive, visite o local, conheça a vizinhança, vá em ocasiões e horários diferentes e confirme se realmente o empreendimento condiz com o que é esperado.

5 – Não confie em maquetes: reforçando o que declaramos acima, não confie em desenhos e em maquetes. Examine e pergunte se cada detalhe composto no objeto decorativo será igual ao futuro imóvel. Segundo o presidente da Secovi-SP ,Os apartamentos da face sul tem menor insolação, nos da face norte sempre bate mais sol.

6 – Tribunal de justiça: se prevenir é a melhor forma de evitar dor de cabeça, nesses casos. Alguns especialistas recomendam que o futuro dono do imóvel guarde todos os papéis, entregues pelos funcionários, inclusive os Emails trocados. Todo o material pode servir como prova, caso haja algum problema. Por cautela, é válido registrar todas as “provas” em cartório.

7 – Torne oficial: ao concluir o compromisso de compra e venda do imóvel, algumas pessoas não registram o documento. De acordo com as leis, a propriedade só é transferida após a realização desse registro, a partir daí qualquer alteração que a construtora queira fazer, ela é obrigada a pedir sua autorização. Muitas pessoas não realizam esse procedimento, pois querem evitar gastos, mas em São Paulo é possível pagar 30% do valor final do registro da escritura no registro do compromisso de compra e venda do imóvel. O restante pode ser pago quando for fazer o registro da escritura.

8 – Consulta ao tabelião: firme contrato junto com uma assessoria jurídica de um tabelião.

9 – Política de juros: até a entrega das chaves o cliente tem a garantia de que não irá precisar pagar juros. Porém, após a conclusão das obras muitas incorporadoras cobram juros sobre todo o tempo financiado. Como ainda não há leis contra esse abuso, a única forma de prevenção é criar uma cláusula no contrato que determina a rescisão ou devolução de dinheiro, caso ocorra cobrança indevida.

10 – Beneficiário do seguro: examine minuciosamente os contratos firmados com seguradoras. Esse acordo é uma garantia para os dois lados, tanto para inadimplência do cliente quanto para as construtoras imobiliárias. Em função disso, verifique as cláusulas que determinam quem é o beneficiário. Caso seja a incorporadora, no caso de atraso nas obras, será ela quem terá o direito de receber indenização.

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Fontes:Revista Exame; Agente Imóvel

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